Olá. Meu nome é Victor, tenho 22 anos, gay assumido desde os 12, Branco, alto, malhado, mas não bombando, olhos e cabelos escuro e residente no estado de Pernambuco. Por motivo de querer fazer faculdade em outra cidade eu escolhe a universidade distante de onde meus pais moram, tive que mudar para outra cidade que é salvador. Juntamente com alguns amigos que também passaram quiseram estudar fora alugamos uma casa. O primeiro ano de curso transcorreu tranquilamente. No entanto, no segundo ano as condições financeiras de todos nós não estava muito boas e decidimos procurar um local mais barato para morar. Encontramos uma casa próxima à faculdade e relativamente barata. Nos dois primeiros meses nessa nova casa eu ainda namorava com um rapaz de minha cidade natal, mas acabamos terminando. Sempre na sala de aula, durante as aulas meu colega de sala me olhava com cara de poucos amigos. Com o passar dos dias isso evoluiu para insultos. Me chamava de bichinha, de veadinho. No começo eu revidava, mas depois fingia nem escutar, pois não queria dispender meu precioso tempo jogando pérolas aos porcos. Esse colega de sala (Bruno ) fazia o mesmo curso que eu fazia psicologia no mesmo horário que eu, no entanto, por ser caladão , nunca nos falamos. Ele mora com os colegas em república, que por sinal eram muito diferente dele, pois eram extremamente amigáveis. Era um dia de segunda, início de dezembro e final de período na faculdade. Vários trabalhos, provas, seminários, era uma correria só. Estava eu sozinho na sala de aula, pois meus colegas ainda não haviam chegado, próximo às cinco e meia da noite , olhando um trabalho, com a porta da sala aberta, quando ouvi alguém chamando. - Victor! Victor! Respondi “Oi” e quando vi quem era fiquei paralisado, pois era o aluno Bruno. Passado o susto, fiz uma cara bem séria e perguntei. - O que você quer? - Cara, desculpa incomodar, mas queria saber se você fez o seu trabalho e se poderia deixar eu dar uma avaliada do meu pelo seu, caso contrário serei reprovado em uma disciplina. Eu so conseguir termina o meu há meia hora e estou muito preocupado. Pensei por alguns segundos em negar, mas imediatamente pensei no quão ruim seria reprovar uma disciplina pelo fato de não poder avaliar um trabalho antes de entregar, então disse: - Claro, senta aí vou dar o meu trabalho pra você. - Obrigado, cara! Vou ficar te devendo um favorzão. Dei um sorriso amarelo e puxei a cadeira . Ele sentou. Estava com uma camisa branca bem apertada e uma calça que desenha sua pernas . Pude reparar um pouco mais nele. Descobri depois que ele tinha 22 anos, 1,79, cerca de 70kgs, moreno, olhos e cabelos negros e pude sentir um cheiro delicioso quando passou por mim. Confesso que não me despertou mais interesse. Ele então falou: - Você pode colocar seu trabalho aqui na mesa por favor? - Claro, coloca aí! Dei o meu trabalho e ele colocou. Voltei a olhar meu trabalho quando ele diz: - Cara deu certo, mas se não for abusar da sua boa vontade posso ficar mais um pouco anotar algumas coisas e tira umas fotos do seu trabalho? - Sinta-se à vontade. Pode ficar o tempo que quiser. - Obrigado cara. Sei nem como te agradecer. Pensei um pouco e falei: - Você poderia me agradecer parando de me chamar de bichinha e veadinho toda vez que eu passo – o olhei com cara de raiva e continuei – isso não é nada legal, é extremamente incômodo e desnecessário. Era nítido o desconforto e a vergonha dele, por isso continuei olhando em seus olhos, enquanto ele iniciava sua fala: - Poxa, cara! Desculpa mesmo. Prometo que isso nunca mais vai acontecer. Eu fui um idiota ao fazer isso, mas é que não te conhecia, aí... O interrompi e falei: - Então quer dizer que por “me conhecer” agora eu sou menos gay e seu preconceito desapareceu? Mais uma vez ele ficou sem jeito e se desculpou, prometendo não permitir que isso se repita. Dei de ombros e voltei a me concentrar em meu trabalho, que ainda estava na mesa dele . O silêncio foi quebrado quando ele disse: - Vou ao banheiro? - Claro, tem um no final do corredor, última porta! Quando ele voltou, olhei para ele e reparei um certo volume em sua calça comentei: - Tá animadinho né? Kkk... Ele ficou ruborizado e comentou: - Desculpa, tento me controlar, mas faz tempo que não faço sexo com ninguém e sempre que me toco, nem que seja pra urinar, fico excitado. - Tá cruel sua situação. E ri. - Tá cruel mesmo, nem bater uma, duas, até três tá ajudando. Ri novamente e disse: - Boa sorte, então. Voltei ao meu trabalho e passados uns cinco minutos ele falou: - Bem que você poderia me dar uma ajudinha. Eu sou muito lento para entender algumas coisas, então, achando que era com algo do trabalho, falei: - Ajudar em que? Algum problema ai? Então ele com a cara mais safada do mundo levantou da cadeira com a mão no pau e disse: - Ajudar com isso aqui! Na hora fiquei furioso, pois não tinha intenção nenhuma com ele. Então falei: - Você ta pensando o que? Acha que só por eu ser gay e ter sido gentil com você, vou querer transar? Sai daqui agora! Ele ainda tentou contra argumentar, mas eu já fui empurrando-o para a saída da sala de aula. Quando ele foi embora continuei e com o meu trabalho. Ao finalizar ainda estava com raiva pela atitude dele e não consegui tirar isso da cabeça
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